domingo, 23 de agosto de 2009

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As palavras se misturavam na criação de promessas, e tudo aquilo um dia terminava. Trazia uma dor seca, que rachava os sentimentos e sarava com o tempo. Algumas pessoas não deixavam aquilo cicatrizar e pagavam dívidas com prazo de vencimento indeterminado pro resto da vida. Outras davam a volta por cima e sabiam começar do zero, não importando o tamanho da queda. O que me impressionava era que mesmo todas as pessoas cientes disso, de que toda promessa, pelo menos a amorosa, tende a algum dia se corromper, eram contratantes dela quase que instantaneamente. Era o medo de não possuir um amor, não ter alguém e ficar sozinho, encarando tudo que ainda estivesse por vir consigo mesmo. Era uma contradição sem tamanho, uma coisa que quando você para para analisar não tem sentido. É um ciclo inevitável, e que por mais que o amor seja jurado, selado, civilizado.. sempre tende ao fim. Por uma traição, pelo fim da paixão, pela morte. Uma interferência era fatal à queda do sentimento que todos diziam regular o mundo e ser seu fator principal. Não entendam errado, não quero que pensem que eu menosprezo o amor.. muito pelo contrário. O motivo forte de escrever sobre isso sou eu. A prova viva dos ciclos, dos medos, de irreversíveis fatos, e de nenhum arrependimento. Depois de tudo, só posso chegar a cocnlusão de que sou o paradoxo que a vida pode trazer.

2 comentários:

  1. Eita diacho!

    Paradoxo por que? Por que cumpre as promessas de amor? Ou porque não concorda com essas promessas e acha que elas não existem?

    O amor é singular, cada um sente como o deve. Promessa é algo fechado e comum a todos, por isso são sempre iguais. Sempre na intenção de tornar algo eterno e isso vem desde a exsitência do homem. Eternizar as coisas, torná-las imortais.

    O amor pode ser imortal sem promessa alguma, apenas com o sentir.

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  2. Acabou o fordismo por aqui? O.O

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