Sabe, Léo
Mais uma vez fiquei tanto tempo sem aparecer. Tempo esse que se desfez nas horas, e passou tão rápido como o inverno, que nem frio fez.
No domingo eu fui à igreja, teve batizado. Rezei por você quando tava lá. Te peço o bem, sempre. E sinto saudades ainda.
Por aqui, não tenho muitas novidades. Tenho sonhado com você, ás vezes. É engraçado como mesmo com o tempo correndo com o vento, eu continuo tendo você aqui, mesmo que só durante a noite.
Sabe, Léo
Meus sentimentos têm me surpreendido. Tive uma semana complicada outro dia. Inteira ela aconteceu, e parecia um ano chato que não queria sair do calendário. Fiquei estagnada sem conseguir me entender, e você sabe como eu fico quando não entendo as coisas. Fiquei apática, com medo. Não tinha confiança nenhuma, me sentia solta, sentada em um balanço que ia muito rápido, sem dar tempo de segurar na corrente. A iminência da queda me perseguia. E ainda não sei como consegui descer de lá.
Sabe, Léo
Esses sentimentos que aparecem de repente - me engano ou compreendo - parecem vir do alinhamento das estrelas. Os planetas brincam comigo e em cada fase de Mercúrio eu aprendo um pouco mais de mim. Quando saturno resolve dançar perto de Urano, eu fico assim, perdida na imensidão utópica da ilusão, e demoro pra me desprender da sensação abstrata da vida.
Sabe, Léo
Difíceis são tempos assim. Quando se perde o controle e é preciso manter o curso, correndo. Imagino que você tenha tido esses momentos, também. E por isso, consigo desabafar com você, e só com você. Porque de resto, parece sempre vitimização, e você sabe o que eu acho sobre sofrimentos exacerbados e penalidade própria.
Sabe, Léo
Te escrever me faz bem. Dividir isso tudo com você, mesmo que sem uma resposta física, sempre parece me deixar leve, e tirar um certo peso dos ombros que preciso carregar todas as manhãs. Por enquanto, vou levando. Espero te escrever logo. E vê se aparece, nos sonhos de mais tarde, quem sabe.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Trans-Parece
Enquanto a chuva caía lá fora, o vidro tentava segurar algumas lágrimas, mas elas escorriam na transparência. Eram dias assim que faziam a vontade de permanecer quieta vir à tona. Não conseguia desvendar exatamente, mas as coisas paradas pareciam mais confortáveis do que qualquer movimentação. Isolamento, descanso, exílio. Qualquer coisa que desse tempo ao tempo, e que deixasse tudo simplesmente acontecer com calma, devagar - talvez do mesmo jeito que a chuva caía lá fora.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Play
Enquanto o filme passa na tv, você se perde na história confusa de amores, aventuras e traições. Eu, calada, me perco em você, de novo e sem querer. É que outro dia te disse que nosso amor era diferente, e acho que você concordou. É que dormir e acordar com você dia sim e outro também, me faz querer a nossa cozinha vermelha, nossa coleção de dvd's, nosso filhote roendo o sofá e a sua bagunça jogada pelo quarto. É que o meu ciúme na verdade é só medo de te perder. Meu controle é todo pra te manter feliz, e conseguir fazer o sol nascer até no meio das nossas tempestades. É que nada me faz melhor do que te fazer bem. É que ser cafona não se faz suficiente a tudo que sinto e a persistência do amor de te dizer toda noite e toda manhã, que te amo cada vez mais. É que os dias passam e parece que nosso calendário anda pra trás. É que a biologia errou quando comprovou que paixão tem data de validade. É que sou completa e perdida - e muitos outros sufixos "mente" - por você. É que te quero perto mesmo quando digo que não. É que o que tenho aqui dentro não se compara. Mesmo você tendo um péssimo jeito de escolher filmes que tem uma sinopse ótima mas terminam sendo uma porcaria, eu te amo um pouco mais do que amava quando você apertou o play. E agora que acabou posso te dizer olhando pra você: amo você.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
vinte e um de junho de dois mil e treze
Sabe Léo,
Fiquei um tempo sem te escrever porque o tempo aqui tem andado rápido. Mas hoje sonhei com você, e resolvi matar um pouco a saudade.
Como você tá muito longe, acho que não sabe o que tá havendo. Tá uma confusão, Léo, que você não imagina. As pessoas estão indo às ruas todo dia, de cara pintada e bandeira nas costas. Tão manifestando contra o governo, e dessa vez parece sério. Dá um orgulho de participar do movimento. Não se fala em outra coisa há pelo menos uma semana. Acho que você ia gostar de estar aqui pra ver.
Tirando isso, todo o resto tá igual. O tempo tem passado mais rápido, ainda não sei por que. Essa semana então, foi toda em vinte e quatro horas. Hoje já é sexta feira e não parece, não.
Queria ir a feira. Passear pela rua com calma, de manhã cedo. Lembra quando a gente saía sem rumo, Léo? Tinha sempre um buquê de flores esperando a gente. Tô sentindo falta delas. Das flores.
Mas sabe que tô me achando melhor? Da última carta, te disse que eu tava precisando ficar tranquila. Acho que to conseguindo. Acho que isso se consegue aos poucos, não é, Léo? E é engraçado como sei controlar tanta coisa direito, mas a mim mesma, ás vezes escapa.
A noite de hoje tá fresca. Tem um vento calmo vindo da praia. Quando ele entra aqui em casa, dá até pra sentir o cheiro do mar. Tô sentindo falta dele também. Do mar.
Não sei se vou dormir bem hoje não. Nessas noites que se junta energia e não se tem pr'onde ir, termino me revirando no edredon. Mas aí, qualquer coisa eu escrevo outra carta pra você. Porque mesmo quando eu não tenho o que falar, consigo te escrever.
Fiquei um tempo sem te escrever porque o tempo aqui tem andado rápido. Mas hoje sonhei com você, e resolvi matar um pouco a saudade.
Como você tá muito longe, acho que não sabe o que tá havendo. Tá uma confusão, Léo, que você não imagina. As pessoas estão indo às ruas todo dia, de cara pintada e bandeira nas costas. Tão manifestando contra o governo, e dessa vez parece sério. Dá um orgulho de participar do movimento. Não se fala em outra coisa há pelo menos uma semana. Acho que você ia gostar de estar aqui pra ver.
Tirando isso, todo o resto tá igual. O tempo tem passado mais rápido, ainda não sei por que. Essa semana então, foi toda em vinte e quatro horas. Hoje já é sexta feira e não parece, não.
Queria ir a feira. Passear pela rua com calma, de manhã cedo. Lembra quando a gente saía sem rumo, Léo? Tinha sempre um buquê de flores esperando a gente. Tô sentindo falta delas. Das flores.
Mas sabe que tô me achando melhor? Da última carta, te disse que eu tava precisando ficar tranquila. Acho que to conseguindo. Acho que isso se consegue aos poucos, não é, Léo? E é engraçado como sei controlar tanta coisa direito, mas a mim mesma, ás vezes escapa.
A noite de hoje tá fresca. Tem um vento calmo vindo da praia. Quando ele entra aqui em casa, dá até pra sentir o cheiro do mar. Tô sentindo falta dele também. Do mar.
Não sei se vou dormir bem hoje não. Nessas noites que se junta energia e não se tem pr'onde ir, termino me revirando no edredon. Mas aí, qualquer coisa eu escrevo outra carta pra você. Porque mesmo quando eu não tenho o que falar, consigo te escrever.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
dez de junho de dois mil e treze
Sabe Léo, tô ouvindo uma música tão calma agora. Pensei em te escrever pra aproveitar a calmaria. Tô tentando me acalmar, na verdade. Ficar mais tranquila. Usar essa energia que ficou na moda de repente, pra buscar uma evolução. De quê, eu ainda não sei bem. Eu mesma, talvez. Tô precisando muito, sabe. Dessa melhora, dessa energia, da calmaria que lhe falei. É tudo tão confuso, Léo, que ás vezes me vejo perdida no ponto de ônibus sem saber pr'onde volto. As pessoas todas andam tão rápido pelas ruas, ás vezes até se esquecem de olhar o farol, e vão se atropelando pela faixa, ou até mesmo fora dela. Isso não te assusta? E ainda assim, penso que elas são mais achadas do que eu, já que mesmo com tanta pressa e sem muita consciência do que fazem, sabem exatamente pr'onde se vão.
Eu tenho uma teoria, Léo. Acho que já falei dela pra você. Sempre te disse tudo, e uma coisa dessas acho difícil ter escapolido da gente. Acho que toda pessoa nasce com um dom. Pode ser coisa boba ou coisa monstra. E ás vezes, as pessoas demoram pra encontrar, até pra saber, que elas tem esse dom. Acho também que criei essa teoria só pra continuar acreditando que, em algum dia, eu ainda hei de achar esse dom. Porque só ser maluca não pode ser tudo. Deve ter algo mais. Você não acha?
Sabe Léo, eu queria que você tivesse aqui agora. Aí eu não ia precisar escrever essa carta toda e ia poder pegar sua mão e sentir teu cheiro, bem pertinho. Perto é tão melhor.
A distância tem sua beleza. Seja lá o aprendizado ou a paciência que ela traz, acho ela bonita. E tô precisando disso, do aprendizado e da paciência. Além da calmaria, da qual já te contei. Você é calmo, Léo? Que é eu sei, você é libriano e te conheço talvez melhor do que a mim mesma, mas quero dizer, você se acha calmo? Porque tantas foram as vezes que me achei algo e que fui contradita por outr'em. As vezes parece que podemos ser tantas pessoas em uma só. Tenho tentado evitar isso, também. Essas tantas personalidades que vivem em mim. É tanta informação, tanto sentimento, não sei como que um coração dá conta de tudo isso. Se você tivesse aqui ia dizer "Mas ele dá, Laura. Dá conta sim.". Acho que é por isso que sinto tanto essa distância. Porque mesmo que meu dom seja a loucura, você nunca fugiu dela. E isso sempre me fez gostar muito de você.
Sabe, Léo
Eu tenho uma teoria, Léo. Acho que já falei dela pra você. Sempre te disse tudo, e uma coisa dessas acho difícil ter escapolido da gente. Acho que toda pessoa nasce com um dom. Pode ser coisa boba ou coisa monstra. E ás vezes, as pessoas demoram pra encontrar, até pra saber, que elas tem esse dom. Acho também que criei essa teoria só pra continuar acreditando que, em algum dia, eu ainda hei de achar esse dom. Porque só ser maluca não pode ser tudo. Deve ter algo mais. Você não acha?
Sabe Léo, eu queria que você tivesse aqui agora. Aí eu não ia precisar escrever essa carta toda e ia poder pegar sua mão e sentir teu cheiro, bem pertinho. Perto é tão melhor.
A distância tem sua beleza. Seja lá o aprendizado ou a paciência que ela traz, acho ela bonita. E tô precisando disso, do aprendizado e da paciência. Além da calmaria, da qual já te contei. Você é calmo, Léo? Que é eu sei, você é libriano e te conheço talvez melhor do que a mim mesma, mas quero dizer, você se acha calmo? Porque tantas foram as vezes que me achei algo e que fui contradita por outr'em. As vezes parece que podemos ser tantas pessoas em uma só. Tenho tentado evitar isso, também. Essas tantas personalidades que vivem em mim. É tanta informação, tanto sentimento, não sei como que um coração dá conta de tudo isso. Se você tivesse aqui ia dizer "Mas ele dá, Laura. Dá conta sim.". Acho que é por isso que sinto tanto essa distância. Porque mesmo que meu dom seja a loucura, você nunca fugiu dela. E isso sempre me fez gostar muito de você.
Sabe, Léo
terça-feira, 28 de maio de 2013
Calada da Noite
Faço-me promessas bobas todos os dias.
Ontem, ao chegar em casa, cumprimentei o porteiro Zé como de costume. Ele já estava acostumado às madrugadas, assim como eu, e nossos encontros eram tão frequentes que quando via sua ausência, as madrugadas não pareciam completas.
- Boa noite, Zé.
E como em todas aquelas madrugadas perdidas, ele me retribuía com um sorriso meio sonado;
- Bom dia é melhor!
Era engraçado ver em seu rosto gasto e em seus poucos cabelos brancos - os que ainda restavam por ali - uma alegria razoável para uma manhã que ainda não começara, e uma noite que se seguia sem sono, sem descanso. Talvez eu devesse ter aquela alegria estampada, talvez devesse dar mais bom dias, ou talvez devesse apenas subir e me jogar na cama. Mas por acaso, naquela noite, ele resolveu falar um pouco mais do que de costume;
- Sabe, ás vezes as pessoas não entendem porque eu prefiro os turnos da noite.
O elevador estava descendo, em toda sua lentidão, do décimo primeiro andar - onde encontrava-se parado maior parte das vezes que eu precisava dele. Já eram três e quarenta e sete da manhã, e ainda sim eu não me encontrava na companhia do sono. Não custava trocar algumas palavras com alguém, que aparentemente, apreciava-as tanto quanto eu - sem falar das madrugadas.
- As pessoas ficam sempre intrigadas com o que foge do comum.
- É, é verdade. Mas sabe, quando me perguntam eu faço questão de responder; vocês deveriam apreciar mais o silêncio.
- Então é por isso que prefere o turno?
- Da noite? Mas é claro. Já temos tanta agitação correndo solta nas ruas pelo dia inteiro. Precisamos saber o valor que o escuro e o silêncio têm. Precisamos entender o que ele nos diz. E antes de todo aquele barulho, precisamos escutar o que a gente se diz quando estamos sós.
Taí. Confesso a surpresa. Há menos de um minuto eu pensava na alegria daquele rosto antigo, que dava bom dia como se quisesse simplesmente sair por aí, vivendo. E agora ele me diz que na verdade, não era aquilo que havia entendido. Fiquei meio sem resposta. O elevador chegou, ele abriu outro sorriso e eu subi. Subi então, ao encontro do que era mais apreciado pelo Zé. O escuro do quarto e o silêncio me esperavam, quase que de braços abertos.
Naquela madrugada me prometi, de novo, que talvez eu devesse dormir mais cedo do que ontem. Prometi que eu tentaria me ouvir ao invés de simplesmente agradar. E que principalmente, tentaria aceitar as minhas condições naturais - fossem elas relacionadas ao meu ascendente que se tornava cada dia mais forte, e por conseguinte, cada vez mais parecida com meu falecido avô - ou relacionadas à minha estranha pisiqué. Que eu devesse parar de me culpar pela ausência ou falta total de compreensão dos outros - e quando digo outros aqui quero explicitar qualquer outro que não eu mesma - e que dessa forma, talvez, eu conseguisse deixar de lado minha enorme exigência virginiana. Aceitar que dias tortos assim trazem sempre consigo um escuro e um silêncio. E que preciso - prometo - entendê-los e ouvi-los.
Ontem, ao chegar em casa, cumprimentei o porteiro Zé como de costume. Ele já estava acostumado às madrugadas, assim como eu, e nossos encontros eram tão frequentes que quando via sua ausência, as madrugadas não pareciam completas.
- Boa noite, Zé.
E como em todas aquelas madrugadas perdidas, ele me retribuía com um sorriso meio sonado;
- Bom dia é melhor!
Era engraçado ver em seu rosto gasto e em seus poucos cabelos brancos - os que ainda restavam por ali - uma alegria razoável para uma manhã que ainda não começara, e uma noite que se seguia sem sono, sem descanso. Talvez eu devesse ter aquela alegria estampada, talvez devesse dar mais bom dias, ou talvez devesse apenas subir e me jogar na cama. Mas por acaso, naquela noite, ele resolveu falar um pouco mais do que de costume;
- Sabe, ás vezes as pessoas não entendem porque eu prefiro os turnos da noite.
O elevador estava descendo, em toda sua lentidão, do décimo primeiro andar - onde encontrava-se parado maior parte das vezes que eu precisava dele. Já eram três e quarenta e sete da manhã, e ainda sim eu não me encontrava na companhia do sono. Não custava trocar algumas palavras com alguém, que aparentemente, apreciava-as tanto quanto eu - sem falar das madrugadas.
- As pessoas ficam sempre intrigadas com o que foge do comum.
- É, é verdade. Mas sabe, quando me perguntam eu faço questão de responder; vocês deveriam apreciar mais o silêncio.
- Então é por isso que prefere o turno?
- Da noite? Mas é claro. Já temos tanta agitação correndo solta nas ruas pelo dia inteiro. Precisamos saber o valor que o escuro e o silêncio têm. Precisamos entender o que ele nos diz. E antes de todo aquele barulho, precisamos escutar o que a gente se diz quando estamos sós.
Taí. Confesso a surpresa. Há menos de um minuto eu pensava na alegria daquele rosto antigo, que dava bom dia como se quisesse simplesmente sair por aí, vivendo. E agora ele me diz que na verdade, não era aquilo que havia entendido. Fiquei meio sem resposta. O elevador chegou, ele abriu outro sorriso e eu subi. Subi então, ao encontro do que era mais apreciado pelo Zé. O escuro do quarto e o silêncio me esperavam, quase que de braços abertos.
Naquela madrugada me prometi, de novo, que talvez eu devesse dormir mais cedo do que ontem. Prometi que eu tentaria me ouvir ao invés de simplesmente agradar. E que principalmente, tentaria aceitar as minhas condições naturais - fossem elas relacionadas ao meu ascendente que se tornava cada dia mais forte, e por conseguinte, cada vez mais parecida com meu falecido avô - ou relacionadas à minha estranha pisiqué. Que eu devesse parar de me culpar pela ausência ou falta total de compreensão dos outros - e quando digo outros aqui quero explicitar qualquer outro que não eu mesma - e que dessa forma, talvez, eu conseguisse deixar de lado minha enorme exigência virginiana. Aceitar que dias tortos assim trazem sempre consigo um escuro e um silêncio. E que preciso - prometo - entendê-los e ouvi-los.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Só sei dormir com você
Talvez a insônia seja por causa da falta do seu corpo. Faz frio na cama, e o único calor é a brasa do cigarro que ilumina a penumbra do quarto. Me embrulho no cobertor, engulo duas cápsulas, mas nada parece fazer efeito. São tantos pensamentos que percorrem as veias - pulsando. O maço tá quase no fim, mas a madrugada tá só começando. Arrepios me arranham como a adrenalina que corre solta com sede de vida que não pode ser vivida agora. Quero fugir, pegar uma roupa no armário, sair por aí. Te encontrar na esquina e sentar pra ver o mar, dissipar. Dentre palavras fica tão mais fácil. Te desejo incessantemente, até quando é noite e você dorme com sua respiração pesada. Durmo tranquila quando tá aqui, porque sei que a primeira coisa que vou fazer quando acordar é te ter, de novo. E quando tem ausência do corpo sinto falta, e fico me corroendo de saudade, extasiada, me perguntando se algum dia essa febre de flores vai sarar. Só sei dormir com você. Isso é o que o amor faz.
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